quarta-feira, 29 de abril de 2009

De olhos bem fechados

"Olha, eu sei que não pareço muito certa de mim mesma, mas você também não pode falar nada, larga de ser hipócrita." e lá vamos nós de novo, eu e minha fadinha em nossa eterna discussão, "Preciso te colocar em uma história! não posso deixar você ai sem fazer nada..." eu não poderia deixar ela se esvaecer, não quero que suma em alguma parte de meus loucos sonhos onde ela não acharia o caminho de volta, isso quase aconteceu, mas eu não posso perdê-la novamente. Minha menina não quer abrir os olhos, deita em qualquer lugar e não percebe que seu corpo fica cada vez mais claro, que fica cada vez mais sutil as linhas de seus traços, seus olhos marcam a posição das estrelas. O que fazer? ela me olha como se esperasse alguma resposta, ou talvez seja apenas eu que acho, não sei se ela espera algo a mais de mim, ou de outra pessoa qualquer, não sei realmente o que ela espera,as pessoas são tão perdidas nelas mesmas que não sabe muito menos julgar os outros,minha menina se cansa e não sabe como agir, gostaria de fazer algo acontecer em sua história para que ela saisse desse transe, acordasse e tomasse um caminho mais bonito. "Onde foi que você perdeu?", ela me pergunta, " Perdi o que meu amor?", " O que me dava a vontade"...onde foi que eu perdi?, me chocou a pergunta em saber que na verdade a perda do sentido de viver da minha perfeita criação de olhos profundos era minha culpa, minha e somente minha. Sabe, eu não sei onde perdi, mas não poderia responder isso para ela, não! e ela me olha de lado e me despreza, "Eu quero um presente!" mas que menina mimada! não disse que era tudo minha culpa..."Tudo bem criaturinha, só não me diga que quer descer." E lá coloquei ela, junto a lua, sem céu azul e sol, mas carinhosamente acolhida pela minha mais adorável companheira, a lua. Sem flores, se borboletas, só nós duas na noite clara da lua, a quem pedi para a ninar.

domingo, 26 de abril de 2009

Butterfly

Sabe aquele momento que precede o estouro? não que o dito vá a contecer, mas ainda assim tudo se abafa, tudo para, por um instante. A gente quer tanta coisa não é mesmo.
Não sei muito bem o que falar neste post hoje...(oras, tudo faz sentido, porque nada se explica e tudo acaba bem no final, ou não) sei lá, onde que eu não sei, lá eu saberei, mas enfim, nada.
Queria contar uma história, com borboletas, céu, e uma menina de cabelos longos e olhos profundos, mas não sei por onde começar, não sei o que ela quer, ela me olha e não sorri, diz que cansou e que sente sono, "vou esperar você pensar em algo", mas ah, o que fazer com ela? ela se atira no mar e lá fica, em extase, "sai dai menina!", mas ela não se afoga, as borboletas cercam seu vestidinho branco e não deixam ela se afogar, e lá ela dorme...ah..não quero estragar esse momento, vou pensar na história quando ela acordar. Sabe o que há de mais bonito nela? o fato de não sorrir, ela cansou sabe, não me explicou direito o porque, mas disse que queria flores e borboletas na sua história, sua tristeza é de certa forma tão bela. Bem, vamos deixá-la dormir.

quinta-feira, 9 de abril de 2009

Poker face

Ah...chega!
O silêncio que há em mim implode.
De dentro não há lugar para ir.
Grito silêncioso que estraga meu ar e impede minha visão.
Quero enlouquecer.
O rosto esconde.
Quero ser eu.
Intenso.
Só intenso.
Vocês não iriam entender.
iriam?